500 anos da Misericórdia de Óbidos: Patriarca sublinha atenção da Igreja às Misericórdias

26 de Dezembro de 2010

“Se a Igreja olha para as Misericórdias com tanto interesse, com tanta ternura e com tanto cuidado não é para dominar seja o que for, é para as proteger, apoiar e garantir que em momentos mais difíceis elas são capazes de continuar, com todos os meios ao seu dispor, a realizar a sua vocação primeira que é a caridade fraterna”. A afirmação é do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, na celebração dos 500 anos da Misericórdia de Óbidos, no passado Domingo, 19 de Dezembro, numa alusão clara ao diferendo existente entre a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

 

Na homilia desta celebração, D. José Policarpo lembrou a origem histórica das Misericórdias, assinalando que “surgiram em contexto cristão” e que “implantaram-se de tal maneira ao longo dos séculos, adaptando-se às diversas circunstâncias e às diversas exigências da caridade fraterna, que a Igreja as protegeu sempre muito e as considerou das instituições mais válidas e mais significativas, até porque tinham origem nos leigos cristãos”, acentuou.

 

“Quinhentos anos depois, as Misericórdias persistem porque têm esta verdade inicial: serem Deus Connosco, presença viva de Deus no meio dos homens, não por uma doutrina ou uma teoria mas pela força da caridade fraterna, da caridade cristã”, sublinha D. José Policarpo. Mas neste momento, continua, “estão a passar por um período de uma certa confusão. Mas há-de ser um período passageiro!”, considerou.

 

fotos por João Polónia

 

 

Nuno Rosário Fernandes

 

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