Festa do Homem do Mar na Nazaré

3 de Maio de 2009

Uma Marginal preenchida de visitantes, que aproveitaram o belo dia de sol para um passeio à beira-mar, recebeu Domingo, a procissão da Festa do Homem do Mar. Dez embarcações, enfeitadas de flores e de diversos motivos festivos e religiosos, cumpriram, depois da procissão a pé com os andores realizada pela marginal, a tradição deste 3 de Maio, com o ritual das três voltas à enseada da Nazaré, a esperança de terem um bom ano de pesca e boa sorte nas saídas ao mar.

 

Este é um dia que tem um profundo significado religioso para a comunidade piscatória nazarena.

Joaquim Pilo, da organização, disse que é a «procissão que a Nazaré e os visitantes merecem» pois reflecte a religiosidade e a devoção da comunidade piscatória aos seus santos protectores». Já Abílio Júlio, repetente na participou destas celebrações, disse esperar que os «santos, que se transportaram em andaimes neste domingo, abençoem o mar e dêem mais peixe» aos pescadores. Por seu lado, Joaquim Zarro, afirmou que «a festa traduz a fé dos pescadores na protecção dos santos» cada vez que se fazem ao mar e mostra, por outro lado, uma outra velha tradição nazarena que manda que cada vez que um pescador comprar um barco novo se devem dar três voltas à enseada em busca de protecção divina à embarcação.

Bruno Vidal, da Associação de Armadores, classificou, por seu turno, a festa como uma importante «homenagem dos pescadores aos seus santos», sublinhando, também, a o valor do «trabalho conjunto das várias entidades» que a organizaram.

Pais Neto, capitão do Porto da Nazaré, sublinhou a importância da «congregação de esforços das várias partes» e a «importância da preservação das tradições», como esta, da festa do Homem do Mar. Por sua vez, o Pároco José Luís Guerreiro disse que a procissão de Domingo foi «mais um sinal da forte religiosidade popular do povo do mar».

 

 

Fotos João Polónia

 

http://www.jornalw.org/index.php?cont_=ver2&id=445&tem=1&lang=pt

 

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