Paroquianos iniciam o tempo litúrgico de preparação para o Natal

 

4 de dezembro de 2013

(Cristãos de Caldas da Rainha celebram 1º Domingo do Advento | texto e fotos João Polónia)
(Cristãos de Caldas da Rainha celebram 1º Domingo do Advento | texto e fotos João Polónia)

Os cristãos da Paróquia de Nossa Senhora do Pópulo de Caldas da Rainha participaram em grande número nas celebrações do 1º Domingo do Advento. Na última Eucaristia do dia, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o coadjutor padre Luís Pedro presidiu à celebração exortando os crentes à “vigilância”, como atitude fundamental do cristão.

 

A Igreja Católica assinalou no passado domingo o começo de um novo ano no seu calendário litúrgico, que inicia com o chamado tempo de Advento, incluindo os quatro domingos anteriores ao Natal. O Advento, cuja palavra de origem latina significa “vinda” ou “chegada”, é um tempo penitencial marcado pelo convite à vigilância, arrependimento e reconciliação com Deus. As suas três primeiras semanas recordam sobretudo a segunda e última vinda de Cristo à Terra, esperada pelos cristãos para o fim dos tempos. A coroa de ramos verdes com quatro velas, que se acendem aos domingos, bem como na armação do presépio, são práticas cristãs atuais manifestadas em muitas comunidades paroquiais neste tempo de reflexão. 

 

Ao JORNAL DAS CALDAS, o padre Luís Pedro explicou de que modo é que os cristãos devem preparar o tempo de Advento e acolher a vinda de Jesus, perante a crise de valores morais e sociais já implementados no nosso país, e que persiste ameaçar até no seio da própria Igreja Católica. Segundo o sacerdote, o primeiro passo a dar é na educação, “junto dos mais pequeninos”, através do “exemplo que somos, ou deveríamos de ser para o próximo”. “É urgente explicar às crianças que o Natal não se trata desta sintonia em que nós estamos, ou que nos tentam sintonizar, o Natal não é este comércio nem aquilo que inventam à volta dele, mas sim, o nascimento de Cristo na pobreza, naquilo que é e foi Jesus Cristo”, alertou o vigário paroquial caldense. 

 

O Advento “deve ser vivido sempre mediante a oração”, porque a oração “é a conduta de vida do cristão, e este vigiai, é rezar, é estar atentos àquilo que nos rodeia”, sublinhou o presbítero. Em termos espirituais, o padre Luís considera que o sacramento da penitência muitas vezes é esquecido e “atualmente não se está a viver com a atitude cristã correta”. 

 

Como mensagem de Advento dirigida aos caldenses e cristãos da cidade, o padre Luís Pedro deixou o apelo: 

 

“O cristão deve estar atento àquilo que Jesus Cristo lhe pede, não se deixar acomodar pela sociedade atual, que não exprime o verdadeiro Natal, nem a sua essência”, e tem de ter como sentido único, “o caminho na fé, neste amor e redenção que é Cristo, Salvador e Redentor do mundo”. “É fundamental para a nossa própria vida, não perdermos o valor maior que podemos ter - Jesus Cristo na nossa vida”, concluiu o sacerdote.

 

Também durante a tarde do 1º Domingo do Advento, D. Manuel Clemente ordenava pela primeira vez, enquanto Patriarca de Lisboa, seis novos diáconos, cinco com vista ao sacerdócio e um permanente, numa celebração no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, marcada pela forte presença de sacerdotes e diáconos permanentes, concelebrada pelos Bispos Auxiliares, D. Joaquim Mendes e D. Nuno Brás. 

 

Na homilia, o Patriarca de Lisboa saudou os cristãos presentes e garantiu que o Advento “situa-nos no único lugar cristão, como expectativa instante e solidária”, totalmente livre para “Quem vem e nos chama, nisto mesmo apressando a história”.

 

“Ser de Deus, para ser finalmente de todos… Não passemos depressa pelas palavras, pois são de grande exigência e conversão, como assinalam as cores roxas do Advento. É que, sendo a Bíblia Sagrada uma repetida e insistente vocação, ela exige de cada um de nós uma perfeita e constante disponibilidade para «deixar tudo» o que nos amarre aonde tão facilmente nos distraímos do que mais importa. Distraímos e retardamos, apossando-nos do que deveríamos partilhar, como quem se entreajuda num caminho que havemos de trilhar em conjunto e com a bagagem indispensável apenas”, referiu o responsável da Igreja Católica em Portugal.

 

Recordando a expressão declarada na missa da sua entrada no Patriarcado de Lisboa «o mundo, este nosso mundo de hoje em dia, precisa urgentemente de comunidades de acolhimento e missão», D. Manuel Clemente exortou os cristãos, “pela resposta atenta a todas as necessidades dos outros”, a serem “um sinal” de Advento garantido “expressivo daquele Senhor que vem e já está entre nós «como quem serve» ”.

 

 

João Polónia/Jornal das Caldas

 

(Jornal das Caldas nº 1127 de 4 de dezembro de 2013)

 
D. Manuel Clemente ordenou pela primeira vez, enquanto Patriarca de Lisboa, seis novos diáconos, cinco com vista ao sacerdócio e um permanente, numa celebração no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa
D. Manuel Clemente ordenou pela primeira vez, enquanto Patriarca de Lisboa, seis novos diáconos, cinco com vista ao sacerdócio e um permanente, numa celebração no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa

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Comments: 1
  • #1

    Hermínio Fernandes (Saturday, 07 December 2013 11:36)

    Caríssimo João
    Tenho lido atentamente as suas noticias, que acho o maior interesse.
    Votos de Santo Natal
    Hermínio Fernandes