Centro Social Paroquial de Caldas da Rainha celebra 20º aniversário com Eucaristia presidida por Bispo diocesano


6 de novembro de 2013

(Eucaristia evocativa dos 20 anos da instituição, presidida por D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa | texto e fotos João Polónia)
(Eucaristia evocativa dos 20 anos da instituição, presidida por D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa | texto e fotos João Polónia)

O Centro Social Paroquial de Caldas da Rainha iniciou as comemorações do 20º aniversário da instituição com Eucaristia presidida pelo Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Nuno Brás, no passado 28 de outubro, dia em que a Igreja Católica celebrou a festa litúrgica dos Apóstolos S. Simão e S. Judas. A capela do centro social tornou-se pequena para acolher as dezenas de cristãos, dirigentes e funcionários que fizeram questão de participar na celebração eucarística evocativa dos 20 anos da instituição edificada na cidade. 

 

Já em ambiente festivo, os cristãos visualizaram um vídeo sobre o aniversário do centro social paroquial, com testemunhos dos funcionários, utentes e órgãos sociais, no auditório das novas instalações. Estiveram representadas as autoridades locais, membros de instituições de ação social e de solidariedade, o padre Virgílio Francisco, presidente da UDIPSS de Leiria, Vitor Marques, presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório, entre outras entidades. Um grupo de alunos do Conservatório de Caldas da Rainha abrilhantou a cerimónia com uma atuação composta por diversos instrumentos musicais.

 

“Nesta circunstância nós temos presentes, os vivos que trabalham e os utentes, mas também todos aqueles que ao longo destes anos serviram e já faleceram”. Foi com estas palavras que o pároco cónego Joaquim Duarte iniciou a celebração eucarística, com a “intenção profunda” de “estarmos com eles no mistério de Cristo Nosso Senhor, que lhes dá, como Ele só pode dar, a recompensa dos seus trabalhos”. 

 

D. Nuno Brás, na sua homilia, manifestou aos presentes que no início do Cristianismo começaram a surgir dificuldades “em perceber e em viver a fé e a missão que vinham de Jesus”. Segundo o Bispo Auxiliar, logo os cristãos perceberam que existia “um critério” para distinguir aquilo que era a expressão, “a vida da verdadeira fé”, daquilo que eram “as expressões e os modos de viver, mais ou menos inventados pelos homens”, e que apareceram, “fruto até de algumas influências de cultos pagãos, que ali surgiram”, no entanto o critério “foi o facto de as comunidades terem sido fundadas pelos apóstolos e permanecerem na sua fé”. “E esse continua hoje ainda a ser o grande critério para a nossa fé”, revelou D. Nuno Brás questionando os crentes com a reflexão: “2000 anos depois, com tantos quilómetros de distância, o que é que me garante que a fé que eu vivo, não é qualquer coisa inventada pelos homens, mas procede verdadeiramente de Jesus Salvador?”. “A resposta continua a ser hoje a mesma de há 2000 anos, vivemos na Igreja dos Apóstolos, que vive e expressa com a mesma fé”, justificou o prelado, seguro de que “a garantia é esta realidade da comunidade, é a Igreja que se torna assim o lugar onde eu posso verificar aquela que é a minha atitude pessoal de fé”.  (parágrafo não publicado pelo Jornal das Caldas)

    

No final da celebração, o Bispo Auxiliar de Lisboa intercedeu a Deus pelas pessoas que vivem e trabalham na instituição, ajudando-os “a viver neste testemunho de fé que atua pela caridade”, auxiliando na construção contínua, “não nas paredes, mas na expansão da vida do centro social paroquial”. 

 

“Esta obra do Centro Social Paroquial de Caldas da Rainha é uma realidade querida pela comunidade cristã, na qual a mesma comunidade se empenhou e que se dirige, não apenas para os paroquianos das Caldas, mas para a comunidade da cidade, do concelho e da região”, disse D. Nuno Brás ao JORNAL DAS CALDAS, salientando a “feliz coincidência” da comemoração dos 20 anos da instituição no ‘Ano da Fé’. Para o responsável pela Zona Pastoral Oeste do Patriarcado de Lisboa, é a “expressão da fé que atua pela caridade e pela caridade organizada, que dá apoio àqueles que têm mais necessidades”. O Bispo Auxiliar certificou que o centro social caldense é uma das instituições “em que a fé mostra aquilo que foi a vida deste centro ao longo destes 20 anos, e esperemos que possa continuar a manifestar nos próximos”.         

 

O dia festivo terminou com um jantar-convívio, reunindo os presentes visivelmente agradecidos em momentos de confraternização. O presidente da direção da instituição, cónego Joaquim Duarte, junto dos cristãos, reforçou o enriquecimento espiritual, e disse que o centro social paroquial caldense “tem de ser sempre mais paroquial”, alertando para “o compromisso” dos paroquianos na sua vida cristã quotidiana. 

 

A Fábrica da Igreja Paroquial caldense criou em 1980 o Centro Social Paroquial de Caldas da Rainha, a fim de dar continuidade ao trabalho iniciado em 1959 pelo “Patronato de São José”, obra de âmbito social vocacionada para o apoio à Infância e Juventude. Atualmente, a instituição desenvolve, ao nível do setor infantil, as valências de creche, jardim-de-infância, 1º Ciclo e A.T.L. Dedicado à população idosa, tem em funcionamento o Lar de Idosos, Serviço de Apoio Domiciliário e Centro de Dia. O edifício inaugurado em março de 2011 pelo Cardeal D. José Policarpo permitiu duplicar a capacidade do Lar de Idosos e criar um Centro de Dia, aumentando as instalações na Rua Columbano Bordalo Pinheiro, onde a instituição está localizada desde 1993.

 

Em entrevista ao JORNAL DAS CALDAS, Faustino Cunha, Vice-Presidente do Centro Social Paroquial de Caldas da Rainha qualificou os últimos 20 anos da instituição, pelo serviço eficaz de acompanhamento dos utentes “servindo-os da melhor maneira possível, com o espírito sempre de seriedade, inspirado na fé cristã, em que somos integrados”. “Graças a Deus temos conseguido de maneira geral a satisfação de todos os que utilizam os serviços do nosso centro, caminhámos sempre procurando melhorar as condições para servir, ampliamos há 3 anos as nossas instalações, e penso que não devemos ter ambições de criar mais lugares para utentes, porque exagerando na dimensão, a qualidade tende a piorar”, revelou o responsável certo de que o objetivo de hoje em diante, passa por “melhorarmos o que já temos de bom, criando melhores espaços, concebendo mais estruturas de apoio, e não de número de lugares”.

 

A instituição de solidariedade humana, social e cristã caldense implementou a valência do ensino do 1º ciclo, há 3 anos e a resposta social é já um sucesso. O Vice-Presidente do organismo faz uma análise enriquecedora, referindo estarem “num bom caminho, com saúde e com satisfação pelo êxito da criação da nova estrutura educativa, manifestado pelos pais dos nossos alunos”. A mais recente resposta social adquirida pelo centro social “é uma mais-valia no sentido em que nós acompanhamos as pessoas desde que nascem, dos primeiros meses até aos 12 anos, portanto não os abandonamos aos 6 ou 7 anos quando vão para o ensino”, sustentou Faustino Cunha sublinhando a oferta de “todas as condições de estabilidade, de valores e de princípios que os encarregados de educação procuram”. “A nossa satisfação é criar cidadãos com valores acrescentados que permite ter um amanhã melhor, num período em que tanta crise de valores se sente”, salientou o dirigente.

 

O representante da direção disse ao JORNAL DAS CALDAS, que a instituição tem sobrevivido ao longo destes anos, graças ao controlo absoluto de despesas, nas diversas valências. “Passámos uma situação mais difícil, quando concluímos as obras, mas com a gestão que tem havido de todos, temos a situação financeira bem equilibrada, consolidada, sem preocupações de momento, na expectativa que se houver mais crise social, poderemos dar resposta a essas situações”. “A razão do nosso equilíbrio financeiro está nas sinergias criadas por um grupo no centro social, que permite dar resposta com custos controlados a essas valências; caso contrário não poderíamos ter no ensino particular, preços ‘low cost’, conhecendo a realidade atual dos colégios privados, em que os custos são bem superiores”, concluiu Faustino Cunha certo de que “se consegue fazer do ensino uma obra social”, quando existem “valores cristãos imutáveis”, que levam “a manter sempre os objetivos, e portanto aí nunca haverá crise”.

 

 

João Polónia/Jornal das Caldas (info@joaopolonia.com)

 

(Jornal das Caldas nº 1123 de 6 de novembro de 2013)

 

http://www.jornaldascaldas.com/Centro_Social_Paroquial_de_Caldas_da_
Rainha_celebra_20_aniversario

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