Cardeal-Patriarca convida centros sociais paroquiais a darem testemunho de caridade

6 de fevereiro de 2013

foto João Polónia/Jornal das Caldas

D. José Policarpo reuniu as direções dos centros sociais paroquiais em Santa Catarina, concelho de Caldas da Rainha, por ocasião da visita pastoral à Vigararia com o tema “Confirmados na Fé dos Apóstolos”, desafiando as instituições a renovarem a frescura da caridade.

 

Na noite de 25 de janeiro, o encontro contou com a presença do Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Atouguia da Baleia, Centro Social Paroquial de Caldas da Rainha, Centro Social Paroquial de Nossa Senhora das Mercês de Carvalhal Benfeito, Centro Solidariedade e Cultura de Peniche, Centro Social Paroquial de Santa Catarina e Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Piedade dos Vidais, e o movimento de Óbidos Guias de São Lourenço.

 

Segundo o Cardeal-Patriarca de Lisboa, as instituições deparam atualmente com um desafio muito particular: “Em que medida é que a estrutura organizativa, com todas as técnicas e a ligação ao Estado, não ‘mata’ a frescura da caridade?”. D. José Policarpo desafiou os responsáveis dos centros sociais paroquiais que compõem a Vigararia Caldas da Rainha - Peniche, a transmitirem um sinal de caridade, recordando que “algumas instituições não mantêm a frescura do testemunho cristão, apesar de tecnicamente estarem bem organizadas”.

 

D. José Policarpo afirmou que os centros sociais paroquiais colocam no terreno “uma dimensão fundamental da fé cristã, a caridade”. Referindo palavras do Papa Bento XVI na Carta Apostólica ‘Porta da Fé”, o Patriarca de Lisboa salientou que “a fé sem caridade corre seriamente o risco de se transformar confusa e cair na dúvida”, porque “a verdade da fé exprime-se depois no amor fraterno, na caridade cristã”.

 

O Cardeal-Patriarca manifestou o esforço, sublinhando que num determinado momento existiu um entusiasmo das paróquias na criação das instituições: “Ter 146 centros sociais paroquiais na diocese é uma estrutura pesadíssima! E arriscada! Nós, Igreja, somos a entidade patronal de mais de quatro mil trabalhadores”.

 

Salientando que “os centros sociais paroquiais não podem responder a todas as situações somente com a sua estrutura burocrática e técnica”, D. José Policarpo acentua a responsabilidade dos cristãos. “A experiência da vizinhança é essencial! Porque há situações que só o vizinho pode conhecer! Há pessoas que não têm problema em ir à sopa dos pobres ou ao centro social buscar um saco de alimentos, mas há muita gente que não tem à vontade para isso. Sobretudo gente da classe média, que está a passar um momento difícil, e que é preciso tratar com discrição e respeito!”. Nesta dinâmica, o responsável da Igreja Católica em Portugal apontou como “única solução” a existência “um grupo de ‘olheiros’ nas comunidades, que esteja atento ao que se passa no seu prédio ou na sua rua”, sem esquecer o papel dos centros que estão cada vez mais sensibilizados para os problemas do próximo.

 

Neste encontro com as direções dos centros sociais paroquiais da Vigararia Caldas da Rainha - Peniche, o Cardeal-Patriarca de Lisboa garantiu ainda que “ninguém está dispensado da sensibilidade à caridade, é importante que a comunidade cristã não pense que por ter um centro social paroquial está dispensada de ajudar o próximo, porque não está!”. Perante a situação financeira atual do país, D. José Policarpo tem em consideração que "as comunidades têm dado um exemplo muito grande de solidariedade e de sensabilidade ao próximo".

 

 

João Polónia/Jornal das Caldas

 

(Jornal das Caldas nº 1084 de 6 de fevereiro de 2013)

foto João Polónia/Jornal das Caldas
foto João Polónia/Jornal das Caldas
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