Caldenses veneraram Imagem de Fátima em peregrinação pelo país

 

27 de janeiro de 2016

Na chegada da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à cidade das Caldas da Rainha,  diante uma multidão emocionada e agradecida pela sua presença, o pároco Joaquim Pedro Costa desafiou os crentes, numa Igreja em saída, a mostrar “rostos de Cristo e rostos de Maria Santíssima”, no contato com o próximo, “deixando um sorriso, a amizade e um conselho de amigo”

 

“Nós somos uma Igreja que essencialmente mostra o rosto misericordioso de Deus; se acolhermos bem, se rezarmos uns pelos outros, se tivermos sempre os outros no nosso coração, reina a alegria, reina a paz”, interpelou o sacerdote durante a Eucaristia de acolhimento da Imagem Peregrina, celebrada na Igreja paroquial, no início da tarde do passado 18 de janeiro, o segundo dia de Nossa Senhora de Fátima na Diocese de Lisboa, âmbito do programa de preparação para o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, com o tema ‘Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor’.

 

Exaltando Maria como a “Mãe da Misericórdia de toda a humanidade”, que “vem hoje derramar as suas bênçãos sobre cada um de nós”, o sacerdote revelou que Nossa Senhora, “enviada por Deus, mesmo nos momentos mais difíceis, continua a sugerir caminhos novos de conversão, e nós acolhemo-la hoje como nunca acolhemos a sua mensagem”. “Sempre que Ela passa, a realidade não muda, o percurso da história da salvação não se alterou, apenas apela: arrependem-se, converte-te e vive”, acrescentou.

 

Para o responsável da paróquia, a presença da Virgem Peregrina na vida comunitária de fé caldense, em apenas duas horas, despertou o desejo renovado de uma comunidade fortalecida pela oração. “Penso que não ficamos iguais, queremos ser diferentes; ponhamo-nos a caminho, tenhamos a coragem e a alegria de falarmos deste e daquela a Nossa Senhora, pedindo auxilio, porque também nós estamos a viver o momento da cruz dos irmãos”, sublinhou o padre Joaquim com o repto de “sermos todos solidários na presença, nas ações e na oração”

 

“Não queremos vaidades, não queremos ser superiores aos outros, não queremos pôr-nos em picos de pés, apenas como Ela, humildade, simplicidade, distinção, e com essa atitude tudo deixa renovado”, manifestou o presbítero intercedendo a Maria para que “continue a ser aquela que pede por este país, que pede por cada um de nós e que ambos continuemos a ouvir a sua voz”. “Ela é mãe que muito nos ama, amemo-la profundamente”, concluiu.

 

Em Rio Maior, D. Nuno Brás, recebeu a Imagem Peregrina das mãos do Bispo de Santarém, num acontecimento histórico que uniu as duas dioceses. O Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa acompanhou a viagem da Virgem Peregrina, desde da Benedita, o primeiro contacto com milhares de fiéis. Ao JORNAL DAS CALDAS, D. Nuno Brás disse que a “feliz coincidência” da visita da Imagem Fátima à diocese de Lisboa no Ano da Misericórdia, desafia a uma “vivência interior muito intensa” e que “não deixará certamente de chamar a todos à misericórdia, através de realidades muito concretas”. Segundo o prelado, Nossa Senhora continua a ser sempre um sinal de esperança, “porque mostra à humanidade, que com Deus, é possível viver em paz”

 

 

João Polónia/Jornal das Caldas - info@joaopolonia.com

 

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