A-dos-Francos, Landal e São Gregório com novo pároco

 

26 de setembro de 2012

Foto João Polónia
(D. Nuno Brás dá posse ao novo pároco)

D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa, deslocou-se no passado dia 9, a A-dos-Francos, concelho de Caldas da Rainha, para empossar o novo pároco, padre José Gonçalves.

 

José Correia Gonçalves tem 63 anos, é natural de Ribeira Brava – Madeira, e nos últimos doze anos foi prior de Alhandra e S. João dos Montes do concelho de Vila Franca de Xira. O sacerdote fica agora responsável pelas paróquias de S. Silvestre de A-dos-Francos, Espírito Santo do Landal e de São Gregório.

 

O presbítero sucede ao padre Abel Ferreira, que durante quatro anos exerceu o seu ministério pastoral como prior de A-dos-Negros, A-dos-Francos e Landal; e ao padre Hermenegildo Major que, no último ano, como pároco assegurou as celebrações dominicais da paróquia de São Gregório.

 

A Eucaristia da tomada de posse celebrada no centro da vila contou ainda com a concelebração do padre Jorge Sobreiro, natural da freguesia, e a presença de centenas de paroquianos vindos das referentes localidades a fim de testemunhar o acontecimento religioso.D. Nuno Brás iniciou a sua homilia, com uma saudação fraterna ao novo pároco, aos sacerdotes concelebrantes e às autoridades civis presentes (os vereadores Maria da Conceição Pereira e Tinta Ferreira, em representação da câmara municipal, e os presidentes de junta) nas quais “reconhecemos a comunidade humana” das três paróquias, agradecendo “tudo aquilo que é colaboração, diálogo e trabalho em favor do bem comum”.

 

Segundo o bispo auxiliar de Lisboa, o Patriarca D. José Policarpo enviou um novo pároco às três paróquias “para apascentar estas comunidades em seu nome, mas sobretudo em nome do próprio Cristo”.

 

O prelado alertou os cristãos para o dever de esperar do padre José Gonçalves “a presença de Deus no seio das comunidades, uma presença que nem sempre é fácil, que traz consigo muitas vezes o ser capaz de denunciar, ajudar e acolher a Palavra de Deus”.

 

“A possibilidade de reiniciardes a vida nova do sacramento da penitência, a possibilidade de estar com as famílias, a possibilidade no fundo de viver esta nova realidade, não simplesmente como algo a aguardar, mas como algo já presente que nós participamos quando celebramos os sacramentos”, referiu D. Nuno sobre a importância da integração do novo prior nas comunidades, destacando a compromisso dos leigos “em dar testemunho de Deus no dia-a-dia”, evangelizando no meio profissional, “no divertimento e até nas conversas de café”.

 

D. Nuno Brás solicitou aos cristãos, para que auxiliem o padre José Gonçalves a “fazer comunidade”, com os critérios enraizados em Cristo. “Não importa a riqueza exterior, mas sim a riqueza da fé”, exteriorizou o bispo apelando à comunidade cristã para que interceda pelos sacerdotes da Diocese de Lisboa a serem “sempre e mais sacerdotes, não como eles pensam ou eventualmente acham que deveria de ser, mas como Cristo quer que eles sejam”, e se tornem instrumentos da presença de Cristo “Bom Pastor em cada comunidade que está confiada”.

 

O responsável agradeceu o trabalho pastoral realizado pelos padres Abel e Hermenegildo nestas paróquias, que embora “muitas vezes” desempenhado com “dificuldade e sofrimento, foi o possível”. Quer as comunidades, quer a própria Diocese reconhecem gratidão pelo esforço e dedicação demonstradas.

 

O bispo auxiliar de Lisboa elogiou a paróquia de A-dos-Francos pelos quatro padres que já deu à Igreja, e aos jovens deixou “o apelo em nome do Senhor uma interrogação, e a todos um convite para rezarmos pelas vocações sacerdotais”.

 

O novo pároco das paróquias de A-dos-Francos, Landal e São Gregório, revelou que vai ficar a viver na residência paroquial do Landal, porque umas das suas paixões são “conviver, crescer e rezar com as famílias”, no seio das localidades.

 

A casa paroquial do Landal há vinte anos que não acolhe um sacerdote. Em 1992, o pároco de então, padre José Luís Guerreiro, após os três anos de ação pastoral fez restauros no interior da habitação, e os últimos quatro padres que lhe sucederam viveram sempre na residência sacerdotal das Caldas. O espaço acolheu nos últimos meses retiros de jovens da vigararia, entre atividades escutistas ao longo da Diocese.

 

Para o padre José Gonçalves, “o espaço mais belo e privilegiado, só pode ser percorrido convosco, em especial com as vossas famílias, crianças e jovens, a fim de caminharmos todos na alegria e na verdade de quem crê”. O prior aponta como prioridade para as três paróquias, “ajudar a ser Igreja conforme o projeto de Deus para nós”, congregando gente generosa. 

 

“Um homem bom, comunicativo e amigo do povo”, são algumas características apontadas pelos anteriores paroquianos do padre José Gonçalves, que de forma numerosa decidiram acompanhar a sua nova missão pastoral.  

 

No final da celebração, as centenas de cristãos presentes confraternizaram num jantar oferecido pelas paróquias anfitriãs.   

 

O JORNAL das CALDAS falou com o padre Abel Ferreira, o qual fez um balanço “francamente enriquecedor” dos quatro primeiros anos após a sua ordenação sacerdotal, vividos como pároco em três paróquias sem coadjutor, e a sua mais recente experiencia como vigário da Vigararia Caldas da Rainha-Peniche.

 

“Nós saímos do Seminário com muita coisa para aprender, embora às vezes quando saímos não temos essa noção”, confessou o sacerdote, salientando que foi na sua primeira experiencia pastoral que adquiriu “a consciência do que tinha aqui para aprender no meio destas pessoas”. O desfio pastoral nas três paroquias “ajudou-me a crescer, a ser padre; um padre forma uma comunidade e é conduzido por ela, mas é também formado por ela”, apontou o padre Abel como os principais aspetos que contribuíram para o saldo positivo.

 

“O acolhimento que as pessoas sempre me dispensaram, pela disponibilidade em me receberem, neste quatros anos foram inúmeros os convites para visitar as famílias, a disponibilidade com que os jovens me acolheram e penso que fui fazendo alguma caminhada com eles nas atividades, na presença, no escutá-los, e depois também uma comunidade com algumas pessoas muito dedicadas, que independentemente do pároco, com um serviço, um amor enorme à Igreja”, partilhou o presbítero.   

 

Segundo o padre Abel Ferreira, as pessoas têm perguntas e inquietações, é necessário um acompanhamento reforçado com as populações locais. “Não é apenas um capital de simpatia, que é necessário ter mas esse capital de simpatia ajuda depois a que a Palavra de Deus, e a que o ser cristão possa entrar mais facilmente”, foi assim que o padre Abel conseguiu a estima que as pessoas têm por si. “Houve momentos de dificuldade e momentos que foi preciso tomar decisões difíceis, acabar com coisas que estavam mal”, manifestou o sacerdote exprimindo o sentimento feliz, pelo trabalho desempenhado.

 

Ao longo dos anos de prior das três paróquias, o padre Abel deu voz no programa semanal Sementes de Vida da Rádio Litoral Oeste, com os seus comentários e reflexões eclesiais.

 

A experiência enquanto vigário da Vigararia Caldas da Rainha-Peniche durou apenas um ano, mas ajudou a conhecer um pouco da realidade da implantação da Igreja, no território mais amplo, e isso ajudou a abrir os horizontes do sacerdote.

 

A vigararia prepara-se para receber no próximo ano, a visita pastoral com o Patriarca de Lisboa. O padre Abel considera um momento marcante para a vigararia e concelhos da região Oeste. “Fizemos um trabalho de preparação, e esse trabalho ajuda a perceber que de facto nós em Igreja, precisamos ainda de um longo caminho a percorrer, temos recursos, boa gente e não somos muitos, portanto precisamos de otimizar esses recursos” a curto prazo, concluiu o dirigente.

 

 

João Polónia/Jornal das Caldas

 

(Jornal das Caldas nº 1065 de 26 de setembro de 2012)

 

http://www.jornaldascaldas.com/AdosFrancos_Landal_e_Sao_Gregorio_com_

novo_paroco

 

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